segunda-feira, 29 de junho de 2015

ANIVERSÁRIO AMHPR



Caríssimos associados

                  A  nossa querida AMHPR aniversaria novamente, são 39 anos desde sua fundação, e pela primeira vez, sem a presença física de seu fundador, nosso querido e estimado mestre, Javier Salvador Gamarra, uma destas pessoas que fizeram  a diferença em sua estada aqui no planeta. Foram muitos canteiros semeados laboriosamente por ele, durante anos a fio. Nos sentimos no dever de dar continuidade a este trabalho,  "regando" estes canteiros, e  isso só será possível  com a vossa ajuda e participação.
                  A AMHPR continua em pé. Temos trabalhado na defesa e na propagação da boa homeopatia, no apoio às escolas de homeopatia do Paraná, como também às ações positivas de ensino, mesmo de caráter  individual.
                  A Liga de homeopatia da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná ( LIHOM ), apoiada pela AMHPR está indo para sua quarta turma semestral, com grande sucesso, se tornando um "berço" para o surgimento de novos médicos homeopatas ( uma  carência atual).
                 Estamos publicando vídeos sobre homeopatia no Youtube, com o intuito de povoar a internet com material favorável à homeopatia. O próximo será o do Dr Iso Ficsher, falando sobre a homeopatia e a AIDS.
                  A AMHPr é uma instituição oficial, que nos trás força, sendo uma porta aberta para muitas possibilidades, precisamos saber e aproveitar isto.
                 Como presidente em segundo mandato, tendo recebido o voto de nosso mestre nestas duas eleições, me sinto na obrigação de continuar contribuindo para que a nossa nobre especialidade continue a florescer e a crescer cada vez mais. A AMHPr  conta com uma eficiente assessora, que trabalha diariamente para nós, no período da manhã, nos dias úteis.
                 As ações da nossa Sociedade, devem emanar do corpo de associados, e para isto estamos abertos e receptivos para apóia-las.
                Agradeço a nossa diretoria conosco eleita, composta por consagrados homeopatas, que estão participando e colaborando nesta nossa tarefa, cada um dentro do seu possível.
               Quero agradecer também a todos os colegas pela confiança e colaboração.


    Um grande abraço a todos.
    Saudações Homeopáticas

    Jorge Ricardo dos Santos
    Presidente da AMHPR


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Homeopatia nas doenças de inverno.



             A medicina homeopática vem sendo utilizada, desde sua criação, com muito sucesso na prevenção e no tratamento de doenças epidêmicas, como as que ocorrem com maior intensidade em cada estação, sendo no inverno, maior prevalência da gripe e suas complicações. Segundo o presidente da Associação Médica Homeopática do Paraná, Jorge Ricardo dos Santos, existem medicamentos que podem ser usados em medicina de massa, para tratamento ou para aumentar a imunidade, em tempos de epidemia, tendo sido utilizados com excelentes resultados e comprovados cientificamente. No caso específico da gripe, podem ser usados os medicamentos através de diversas  metodologias, a serem definidas pelo médico homeopata pós-graduado.
             “  É viável e aceita a produção de  medicamentos dinamizados a partir de vacinas e isso  já foi realizado com a vacina da varíola, agregando um dos medicamentos à nossa farmacopeia, o Vaccininum. O Influenzinum foi um nosódio elaborado  a partir de secreções patológicas da gripe, na grande epidemia de gripe denominada "espanhola", em 1918 e o medicamento dinamizado influenzinum H1N1, é atualmente produzido no Brasil por laboratórios credenciados, sendo anualmente atualizado, e quando bem  indicado, traz bons resultados”, salienta o presidente.  
                   Quanto à homeopatia, existem medicamentos específicos para o tratamento da gripe, que costumam  ter suas indicações modificadas a cada epidemia. Os médicos homeopatas estudam os pacientes durante uma epidemia e deste estudo resulta um "pacote de medicamentos para este novo surto", denominado "gênio epidêmico", o que tem sido historicamente muito útil, argumenta. Para o tratamento de uma pessoa que já adoeceu, a homeopatia pode então ser utilizada, inclusive associada à alopatia, se necessário,  para a recuperação de certos casos, pois existem medicamentos homeopáticos para tratar por  exemplo a pneumonia que segue uma gripe, salvando vidas.
                Os vírus, bactérias, fungos e parasitas estão sempre como que esperando uma oportunidade para invadir e se instalar em um corpo debilitado ou com uma imunidade baixa, por isso, diz o médico, é que a  prevenção das doenças é o melhor investimento. “  O tratamento homeopático unicista, clássico ou hahnemaniano,  tem a propriedade de conduzir o paciente para um equilíbrio geral, acompanhado de progressiva diminuição de seus sofrimentos e aumento gradual de sua sensação de bem estar e felicidade. O tratamento homeopático adequado, diminui por assim dizer o "custo para viver" com a consequente sobra de energia vital, que pode então ser usada para outros fins, como por exemplo o aumento da saúde, diz  o médico.
           "A  nutrição também é muito importante, porque o ser humano adoece menos se bem nutrido, porém a qualidade dos alimentos vem diminuindo com o passar dos anos, com menos nutrientes ( minerais, vitaminas e aminoácidos), e também vem cada vez mais acompanhados de anti nutrientes, como agrotóxicos, conservadores, aromatizantes artificiais, edulcorantes artificiais (adoçantes), que nos intoxicam e também inutilizam alguns nutrientes como as vitaminas por exemplo “, alerta. A nutrição emocional é também de suma importância, pois todas as pessoas necessitam do toque corporal e do afeto, que também são  alimentos para a vida. "Os vírus adoram pessoas tristes  para nelas se instalar e adoecê-las”, fala o médico.
                  As pessoas devem pensar na prevenção, buscando maior nível de saúde, diminuindo estresse, sobrecargas, tristezas e mágoas,  buscando uma alimentação mais saudável para o corpo e para a alma.

“A psiconeurologia mostra, a partir de estudos, que para cada estímulo negativo que recebemos, necessitamos de nove positivos, para compensá-lo. A repetição de estímulos negativos sem o devido alívio, leva ao adoecimento. A saúde é portanto, o resultado de um processo ativo de escolhas. O tabagismo, o uso de contumaz ou imoderado de bebidas alcoólicas, diminuem em muito as defesas do organismo e favorecem as complicações da gripe”, conclui o médico. 
“ Hipócrates, médico que viveu antes de Cristo,  considerado o pai da medicina, já prescrevia :" O alimento é o teu remédio", devendo esta máxima  ser aproveitada para todas as áreas de nossas vidas"." Do que nos alimentamos, e o que alimenta nossas vidas ? "questiona o presidente.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Quando os remédios são venenos - Dr. Anthony Wong


Wong, Anthony. Quando os remédios são venenos. Ser Médico (Cremesp), Nº 71, Ano XVIII, Abr/Mai/Jun 2015, p. 22-24.


Segundo Paracelso, médico do século XVI, 'a diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem'.Hahnemann, fundador da Homeopatia, afirmava no século XIX que 'um grande número de doenças crônicas são produzidas, artificialmente, pelo uso inadequado e abusivo de medicamentos alopáticos'.

Endossando esses aspectos, o Prof. Dr. Anthony Wong, Diretor Médico do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, acaba de publicar na Revista “Ser Médico”, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), o artigo intitulado “Quando os remédios são venenos”.

Estimulando a leitura do artigo acima disponibilizado, vamos citar abaixo algumas considerações importantes que deveriam ser motivo de reflexão por todos:

“Estatísticas vindas dos Estados Unidos indicam que eventos adversos e erros decorrentes do uso de remédios causam um prejuízo de mais de US$ 117 bilhões, anualmente, ao sistema de saúde local, além de resultar em mais de 106 mil óbitos, sendo a quarta ou quinta maior causa de morte.”

“Para diminuirmos o número de intoxicações, a excessiva prescrição de medicamentos por parte dos médicos precisa ser revista. Os pacientes chegam a uma consulta e, quase invariavelmente, saem com uma receita na mão para algo que, não necessariamente, é um sintoma. Há profissionais que sequer perguntam se o paciente já está tomando outros remédios, para evitar interações medicamentosas.”

“Muitas vezes, o médico prescreve o tratamento apenas em decorrência da reclamação do paciente, ao invés de levar em consideração a alteração fisiológica e funcional do medicamento.”

“As causas da prescrição desenfreada começam lá atrás. [...] Os médicos saem da faculdade sem ter tido tempo suficiente para aprender o necessário do básico [...]. A formação insuficiente é compensada com excessivos pedidos de exames. Por vezes, os profissionais têm, até mesmo, pouca habilidade em interpretá-los. Logo começam a ter problemas em fazer diagnósticos corretamente e, consequentemente, em prescrever tratamentos.”

“Não bastassem esses fatores para o aumento da probabilidade de prescrever em demasia, há também bastante influência da indústria farmacêutica sobre os estudantes, recém-formados e, mesmo, médicos com experiência. (vide “Conflitos de interesses na pesquisa, na educação e na prática médica”)

Contudo, incompreensivelmente, não há na grade das escolas médicas orientações sobre os efeitos adversos e as interações de medicamentos, nem sobre as consequências do uso prolongado deles, embora essas informações sejam essenciais para a formação profissional. (grifo nosso)” (vide “Efeito rebote dos fármacos modernos: evento adverso grave desconhecido pelos profissionais da saúde”)

Por isso, é importante que o médico respeite um dos primeiros mandamentos da profissão, primum non nocere, ou seja, antes de tudo, não cause mais danos. Essa deve ser a meta da conduta médica. A prescrição de medicamento deve ser feita com cautela. Um médico melhor prescreve menos remédios. É preciso compaixão. Ao invés de tratar a doença, deve-se tratar o doente que, por vezes, não precisa de remédio, mas de uma palavra de conforto”.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

ARTIGO : O efeito placebo na medicina alopática e homeopática

FOLHA DE SÃO PAULO
OPINIÃO

Marcus Zulian Teixeira: O efeito placebo na medicina alopática e homeopática



Na matéria A cura pela expectativa: o efeito placebo e a pseudomedicina(Ilustríssima, 17/05/15), Hélio Schwartsman utilizou conhecimento irrisório sobre o "efeito placebo" para criticar a homeopatia e a acupuntura, especialidades médicas reconhecidas pela Associação Médica Brasileira,ensinadas nas faculdades de medicina, disponibilizadas no SUS e com dezenas de milhares de médicos praticantes no Brasil.
Por ter estudado este tema na minha tese de doutorado (continuando o estudo no meu pós-doutorado), gostaria de esclarecer alguns pontos enviesados de sua análise e sugerir leitura científica imparcial sobre o assunto.
No texto, ele relaciona os "efeitos específicos" destas terapêuticas, exclusivamente, aos "efeitos não específicos" da sugestão (efeito placebo), desprezando os inúmeros estudos científicos favoráveis a estes métodos de tratamento e valorizando, apenas, os estudos desfavoráveis, muitos deles enviesados (como é o caso da metanálise contrária à homeopatia publicada no The Lancet em 2005).
Em seu discurso pseudocientífico e contraditório, critica de forma explícita e parcial apenas a homeopatia e a acupuntura, apesar de concluir que o efeito placebo ocorre igualmente com os tratamentos convencionais, pois os "laboratórios conseguem produzir estudos que pintam um quadro muito mais favorável a suas drogas do que deveriam", evidenciando o enorme conflito de interesses que existe na pesquisa científica da "verdadeira" medicina.
Aos interessados nas "evidências científicas" que respaldam o modelo homeopático (princípio da similitude e uso de doses ultradiluídas), assim como as limitações no emprego desta terapêutica, sugiro acessarem o sitehttp://www.homeozulian.med.br.
Em editorial posterior (Os ricos também choram, 20/05/15), buscando justificar a comprovada eficácia da homeopatia e da acupuntura em animais e bebês (não sujeitos ao efeito placebo), afirma que ela ocorre porque "a maioria dos pacientes (ou seus tutores) tende a procurar tratamento quando o processo patogênico está no auge ou próximo dele" e que "a menos que a moléstia seja fatal - e a maioria não o é - o mais provável estatisticamente é que os sintomas regridam".
Nessa colocação, o "filósofo" demonstra total desconhecimento em "medicina" e na evolução natural da maioria das doenças crônicas não fatais (totalidade das enfermidades modernas e principal campo de ação da homeopatia e da acupuntura), as quais só tendem a piorar o seu curso e os seus sintomas com o passar dos anos, além de terem seu estado agravado pelos eventos adversos das drogas convencionais em uso contínuo e prolongado.
Como os leitores poderão constatar em literatura científica, o "efeito placebo" é observado em qualquer terapêutica, com seus mecanismos psiconeurofisiológicos estudados e descritos. Em todo tratamento, os efeitos terapêuticos relacionam-se a dois tipos de fatores: 'específicos' (dose, duração, via de administração, farmacodinâmica, farmacocinética, etc.) e 'não específicos' (evolução da doença, aspectos socioambientais, variabilidade inter e intra-individual, expectativa de melhora no tratamento, relação médico-paciente, características da intervenção, etc.).
O fenômeno placebo faz parte destes últimos, estando na "expectativa consciente" por melhoras o principal mecanismo indutor, que pode ser incrementado pelo "condicionamento inconsciente", adquirido em experiências pregressas positivas, e pela "relação médico-paciente".
Com a introdução dos ensaios clínicos placebos-controlados, padrão-ouro para avaliar a eficácia das terapêuticas, relatos frequentes de melhoras clínicas significativas nos grupos controle demonstram que a intervenção placebo pode causar efeitos consideráveis em inúmeras doenças.
Revisões sistemáticas de ensaios clínicos placebos-controlados com tratamentos "convencionais" evidenciam esta resposta placebo (% de melhora): doença de Crohn (19%), síndrome da fadiga crônica (20%), síndrome do intestino irritável (40%), colite ulcerativa (27%), depressão maior (30%), mania (31%), enxaqueca (21%), dentre outras.
De forma análoga, revisões sistemáticas de ensaios clínicos placebos-controlados que compararam a magnitude do efeito placebo entre os tratamentos convencional e homeopático, nas mesmas doenças, constataram efeitos semelhantes em ambas terapêuticas (20-30% de melhora). Assim como nos tratamentos convencionais, essa pequena melhora inicial não explica a eficácia da homeopatia e da acupuntura nas doenças crônicas renitentes, comumente observada em pacientes que as buscam como alternativas após décadas de insucesso com as terapêuticas convencionais.
Concluindo, o efeito placebo é observado em qualquer intervenção terapêutica, em vista da importante natureza psicogênica da maioria das doenças, não podendo ser utilizado, exclusivamente, de forma pejorativa na crítica aos tratamentos "não convencionais".
Como descrevemos no título do artigo anteriormente citado, o fenômeno placebo é uma "evidência científica que valoriza a humanização da relação médico-paciente", aspecto que deveria ser resgatado pela medicina cientificista moderna.
MARCUS ZULIAN TEIXEIRA, 57, médico e pesquisador homeopata, pós-doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

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terça-feira, 26 de maio de 2015

Notícia Boa de Homeopatia

Matéria do Globo repórter fala o uso da Homeopatia no tratamento de alergias, no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - HUGG no Rio de Janeiro, compartilhe, curta notícia positiva da homeopatia!

http://glo.bo/1HAy9hL